Rachas na parede do casco

Rachas na parede do casco

Mensagempor Afonso em Seg Nov 16, 2009 10:56 am

O Tanino tem uma racha na parede do casco da mão direita, e , eu não sei bem o que fazer para evitar que a mesma feche ou pelo menos que não aumente de dimensão............ :(

Alguém tem alguma ideia do que fazer? :?

Ideías precisam-se .................. :idea:

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Re: Rachas na parede do casco

Mensagempor João de Deus em Seg Nov 16, 2009 11:11 am

Bem que ma podias ter mostrado na Golegã.

Depende da formação da racha e de há quanto tempo ela está feita.(comprimento).

Pões fotos.

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Re: Rachas na parede do casco

Mensagempor Rui NS em Seg Nov 16, 2009 11:33 am

Afonso,

Aconselho uma visita do ferrador, ferraduras e cola podem ajudar.
Cumprimentos,

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Re: Rachas na parede do casco

Mensagempor faty em Seg Nov 16, 2009 11:58 pm

O Tanino foi ferrado uma semana antes da Golegã , e ontêm já em casa é que reparamos .
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Re: Rachas na parede do casco

Mensagempor Armando em Ter Nov 17, 2009 3:19 am

faty escreveu:O Tanino foi ferrado uma semana antes da Golegã , e ontêm já em casa é que reparamos .



E possivel que uma ferracao desbalanceada tenha sido a causa primordial dessa racha... alem de outras possibilidades.
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Re: Rachas na parede do casco

Mensagempor Miguel Neves em Ter Nov 17, 2009 10:28 am

O Ungido no ano passado alcançou-se e partiu um pouco do casco , 1 cm de largura e 2,5 cm de profundidade . O ferrador cortou essa zona do casco em meia-lua e passadas 2 ferrações o casco ficou perfeito . Há colas caso seja necessário ou unto que acelera o crescimento do casco . Quem ferra os vossos cavalos ? Eu tenho confiança no Paulo Viegas de Loulé , há 20 anos que sou cliente e estou satisfeito .
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Re: Rachas na parede do casco

Mensagempor Armando em Sáb Nov 21, 2009 11:41 pm

Afonso escreveu:O Tanino tem uma racha na parede do casco da mão direita, e , eu não sei bem o que fazer para evitar que a mesma feche ou pelo menos que não aumente de dimensão............ :(

Alguém tem alguma ideia do que fazer? :?

Ideías precisam-se .................. :idea:

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Entao Afonso: o que e que acabaram por fazer com as rachas do Tanino? :scratch:
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Re: Rachas na parede do casco

Mensagempor Afonso em Sex Dez 16, 2011 4:48 pm

Olá Armando

A situação resolveu-se com bastante unto no casco para o manter macio e durante o crescimento do casco este voltou a fechar e até agora tudo bem.

O problema surgiu depois de ele ter estado desferrado durante alguns meses, e como este terreno tem bastante pedra e é de barro, que quando muito seco parece cimento, causou estaladelas e partiu em determinados pontos, causando daí aquela estaladela...
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Re: Rachas na parede do casco

Mensagempor Armando em Sex Dez 16, 2011 6:58 pm

Afonso escreveu:Olá Armando

A situação resolveu-se com bastante unto no casco para o manter macio e durante o crescimento do casco este voltou a fechar e até agora tudo bem.

O problema surgiu depois de ele ter estado desferrado durante alguns meses, e como este terreno tem bastante pedra e é de barro, que quando muito seco parece cimento, causou estaladelas e partiu em determinados pontos, causando daí aquela estaladela...


E' tudo uma questao de manutencao.

Unto nos cascos, nao sei se ajudara' a fechar rachas??? A muralha nao absorve humidade. A humidade e fornecida a parede atraves da raiz, a qual e a corona. E' dai que cresce a muralha.

Dai dizes: "... durante o crescimento do casco este voltou a fechar e ate agora tudo bem."

As rachas nao sao assim tao ma's como se possa temer. A racha e' a forma natural do corpo dizer que e altura para um aparo. A muralha quer-se expandir, porque tem liberdade para se expandir naturalmente, uma vez que lhe tiras-te a ferradura. A ferradura mantem o casco numa certa direcao e impede o seu crescimento natural (conico). Tal como nos se pusessemos ums sapatos quando eramos pequeninos e nunca os tirassemos. Os pe's cresciam sempre mantendo o tamanho daquele sapato. Constrangidos.

A pesquisa feita nos u'ltimos tres anos pelo Dr. Vet. Robert Bowker, da Universidade de Michigan State, descobriu que o casco, contra'rio ao que se sabia antes, tambe'm se regenera de dentro para fora em qualquer lugar da lamina. No's so' sabiamos que a muralha nasce na corona, pegado `a muralha, onde nasce junto com a epidermal lamina, a qual escorre para baixo pegada `a dermal lamina enquanto vai crescendo para baixo. No's apenas sabiamos que se houvesse uma racha na muralha, tinhamos que esperar ate que a racha chegasse ao chao. Mas se olharmos para qualquer racha na muralha, podemos ver que nao ha sangue que sai dessa racha. Raramente encontramos uma dessas rachas. Eu nunca vi nenhuma a sangrar. Rachas nas muralhas, vejo-as todos os dias.

A "cunha lamellar" e a prova disso. Se reparares nas muralhas que tem deviacoes, que nao sao conicas de alto a baixo mas sim a certo ponto adquirem um angulo para fora, essas deviacoes sao "cheias" com "cunha lamellar".
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De fora para dentro (esquerda para a direita da foto) temos: a muralha com a linha branca, a cunha lamellar, a lamina e por fim o osso da 3 falange. No casco sauda'vel, a muralha estaria adjacente `a lamina. Isto e' o que acontece tambe'm a cascos laminiticos.

Mas se encontrares os teus cavalos com as muralhas a deviarem da forma co'nica nao te preocupes. Muitos cavalos assim as tem e nao ha' veterena'rio ou ferrador que te possa ajudar. Apenas o dono pode concertar esta deviacao.

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Repara nas deviacoes destes cascos. Como o casco quer abrir, junto ao chao, acaba por naturalmente rachar.

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Esta e' a maneira como o casco comeca a nascer, mas depois deviou de direcao. Aquele espaco e' cheio com a tal "cunha lamellar".

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Por baixo parece assim. Repara na separacao entre a muralha e a sola. Nao e' so' que a muralha cresce mais depressa e `a frente da sola. E' "cunha lamellar" como se pode ver na foto dorsal do casco.

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Mesmo depois de aparado se pode ver o espaco entre a sola e a muralha. A seta preta mostra esse espaco, o qual e' cheio com "cunha lamellar".

O que causou estaledelas na muralha, como dizes acima, nao e' o piso de barro e pedras. E's preveligiado em teres esse piso, pois e' ideal para manter umas patas saudave'is (se o cavalo for desferrado). Quanto mais ai andares cavalgares, mais ele se apara naturalmente. O piso estimula a parte caudal do casco, -- ranilha, bolbos e coxim plantar. Mas nao podes tirar as ferraduras ao cavalo e po-lo assim sem mais nem menos num piso DURO. Durante transicao, tens que proteger o casco. E' por isso que o homem comecou a ferrar. Hoje usamos botas e palmilhas, e e' tudo feito com tempo e a niveis.

Eu nasci em Cascais junto `a praia. Enquanto miu'do andava sempre descalco. De casa para a praia, e pela vila, como todos os putos anda'vamos descalcos. Os nossos pe's criaram calos e a gente habituou-se. Uma vez que comecei a utilizar sapatos constantemente, perdi essa faculdade nos pe's. Hoje quando piso uma pedra, do'i-me. Mas com tempo e treino conseguirei andar descalco e serei capaz de desafiar qualquer preto pe' descalco la' em Africa para umas corridas na pradaria, a fugir dos leoes.

Se andares com o cavalo desferrado em cima de cimento por meia hora ao dia, ele acaba por se aparar a si mesmo. Lembra-te que quando ele poem a pata no chao, ela resbala para a frente e isso "raspa" a sola. O mesmo quando ele levanta a pata. O movimento faz com que ele raspe a pata. Estamos a falar de milimetros, mas com tempo isso acontece.
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Re: Rachas na parede do casco

Mensagempor Armando em Sex Dez 16, 2011 10:07 pm

Este excerto é traduzido do livro “The Lame Horse” publicado em 1974 pelo Dr. James R. Rooney, DVM, Professor de Patologia na Universidade de Kentucky. (páginas 139-143) Entre parêntesis rectos é a minha observação. Se bem que este livro escrito há quase 40 atrás estivesse anos luz à frente daquilo que sabiamos na altura, hoje em dia já temos mais conhecimentos referente a algums assuntos expostos no mesmo livro.

Rachas nas Paredes

Rachas nas paredes do casco podem ser classificadas como verticais ou horizontais. Se forem nos lados, serão “rachas dos quartos”. Se forem mais para a frente, serão “rachas da pinça”. Rachas dos quartos ocorrem mais devido em parte à muralha do casco ser mais fina nos lados do que na pinça.

A racha pode começar na coroa ou no bordo basal da muralha. As mais comuns são as do bordo basal nos quartos. Se não forem propriamente tratadas, estas rachas podem-se extender até à coroa.

Porque é que estas rachas ocorrem? Um dos requerimentos essenciais da muralha do casco é a que tenha uma certa “elasticidade” em ordem para bender e voltar à sua forma original quando o peso é aplicado e tirado do casco. Se essa elasticidade é perdida, o casco tende a partir ou rachar. Essas rachas naturalmente tendem a seguir a pré-existente extrutura anatómica, ou seja, a direção vertical da cornea tubular.

A elasticidade do casco depende de um número de factores. Um dos mais conhecidos é o factor da humidade. Sem humidade não há elasticidade.

Por exemplo: uma esponja quando está molhada é manejável, pode-se dobrar, premir ou o que seja, e quando libertada da sua pressão, ela volta sempre à sua forma original. Se essa esponja for sêca, se tentarmos dobrala ou premila, possívelmente acabamos por a quebrar, ou até mesmo por a quebrar em pequenos pedaços. Outro exemplo poderá ser o do carpinteiro das armações de barcos. Os construtores dos nossos barcos, maneiam as ripas de madeira com a técnica de as exporem à humidade - para que se possam dobrar sem partir. Depois quando maniavéis, moldam-as da forma que querem. Uma vez sêcas, essas ripas de madeira ficam na forma em que foram moldadas. Assim que a madeira perde a humidade, perde a elasticidade. Desta maneira eles podem dar a madeira as voltas que um barco tem.

Elasticidade é uma das qualidades da parede do casco. A natureza assim decidiu que fosse, se bem que o homem esteja sempre a tentar modificar tal. Então talvez que a questão seja: “Como ajudar a natureza a suster essa elasticidade no casco domesticado?”.

No casco normal há uma camada grossa de tubos corneos verticais os quais dão força e elasticidade à parede do casco. Em adição, há uma camada mais fina e transparente com um brilho o qual cobre a muralha. Esta camada é o periople (stratum externum). Cresce a partir da coroa, junto aos tubos córneos da muralha. A sua função é a de selar a muralha para que ajude a humidade a se manter nos tubos corneos.

Geralmente o ferrador, para terminar o seu trabalho, passa a raspa por toda a muralha, tirando assim o periople do casco. A muralha fica sem esta camada e o ferrador passa-lhe um unto de olio. Se bem que seja “muito bonito e brilhante” não faz nada pelo casco. Sem esta “pele” protectora que é o perióple, o casco perde a sua húmidade. E como tal, rachas podem ocurrer.

[O Dr. Rooney, há 35 anos atrás, tinha a opinião de que o periople tinha tal função - a de preservar humidade. Há 25 anos atrás, Jaime Jackson - “The Natural Horse”, “Horse Owners Guide to Natural Hoof Care”, “Founder: Prevention and Cure the Natural Way”, “Paddock Paradise”… - é da opinião que o raspar do periople e muralha, ajuda a regressar a muralha do casco mais perto do seu estado normal de forma, estimulando o crescimento correto da cornea tubular.]


A ação do casco é a de absorver impacto a quando o seu contato com o piso. Para tal, a parede é comprimida e depois deprimida. Como a parede é mais fina nos quartos do que na pinça, a parede racha mais fácilmente nos quartos.

O movimento dos quartos é para fora (abaxial). Os talões expandem-se para os lados - isto numa pata que caia calcanhar primeiro - quando o peso do cavalo é posto sobre a pata. Esta expansão tem dois propósitos: absorve o impacto energético e permite o coxim plantar de se expandir quando os ossos P2 e P3 se movem para baixo e o comprimem. Esta expansão do coxim plantar tambêm aborve impacto energético. O coxim plantar é composto por uma massa firme e esponjosa de gordura e celulas elásticas as quais formam o calcanhar das glumas que preenchem o espaço entre a ranilha e os quartos.

[Ao pobre desenvolvimento do coxim plantar, das cartilagens ungulares, ranilha e bolbos, é o que nós hoje em dia chama-mos “Sindroma Navicular”. O cavalo não assenta a pata no chão primeiro com os talões. Assenta primeiro com a pinça, ou assenta rasa. Rasa não cria muito problema, mas de pinça primeiro, predispoem o cavalo a contrair a doença que se chama “navicular”.]

Poderiamos então chegar à conclusão de que se os quartos se movem mais do que permitido pela natureza então serão sujeitos a racharem. Desde que os quartos são construídos para se moverem, esta explicação é superficial. Há um número de razões por que é que as rachas de quartos ocorrem. Primeiro, como já vimos, por motivos de remover o periople. Uma vez sêco, o movimento do quarto é predisposto a rachar.

Segundo factor é o processo de ferrar. A ferradura é pregada à pinça e aos quartos, mas não aos talões. Quando o peso é aplicado os talões movem-se para fora enquanto os quartos e a pinça são restritidos nos seus movimentos, uma vez que estão pregados ferradura. Isto cria uma força abnormal de dobrar o quarto mais perto do talão, e do último cravo pregado.

Este estado não pode ser rectificado com mais cravos pregados junto aos talões. O facto de se querer mover ainda é presente, e as rachas ocorrem tendo o buraco do cravo como ponto fraco.

Pé descalço, se for impropriamente aparado, pode tambêm proporcionar rachas nos quartos. Se as barras forem aparadas demasiado e os talões permitidos de contrairem, a muralha nos quartos pode ficar muito vertical em vez de obliqua para fora. Forças abnormais são assim aplicadas às paredes e rachas podem ocorrer.

Se quando ferrado, a muralha cair fora da ferradura - ou seja a ferradura é mais pequena do que o perîmetro do casco - força excessiva será aplicada à muralha onde está sobreposta, e rachas ocorrem.

Se examinarmos a parede do casco num cavalo descalço, é aparente que a base da parede não é uma linha direita. É um bocadinho concava começando no meio do quarto da parede. A razão é porque o casco normal tem como função “cortar” o piso com os seus passos. Se colocarmos uma ferradura à força e concentrada em cada ponto da concavidade, uma racha pode aparecer cerca do meio da concavidade.

Tambem há cavalos nascidos com cascos sêcos a esmigalharem-se e que têm rachas nos quartos não importa por que razão. Se bem que estes cavalos e estes cascos tenham estado entre nós por bastante tempo, ainda não há um atentado sério para descobrir o que se passa com estes defeitos no crescimento normal e desenvolvimento da cornea, da mesma maneira que muita gente tem unhas que se racham constantemente. Ou seja, estas defeciências ocorrem por haver um cobrimento adequado da unha o qual impede a perca de humidade existente nos tubos corneos.

O defeito pode ser criado pelo homem, como já referimos, ou pode ser genético, nutricional ou outro qualquer.

Rachas podem ser impedidas com ferração caudosa, aparação, etc. A atribuição de rachas pode ser feita em parte pelo facto de nós ferrarmos os cavalos. Este assunto será melhor deixado com um veterenário e um ferrador, preferivelmente se os dois trabalharem em conjunto.
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Re: Rachas na parede do casco

Mensagempor João de Deus em Sex Dez 16, 2011 11:32 pm

Armando

A minha experiencia espalha-se pelo Cavalo todo e não especificamente nos cascos como é o teu caso.

Nos cascos a conclusão a que cheguei é que isso da "humidade" é uma treta.
O casco é alimentado pelas condições vitaminicas do Cavalo...se houver equilibrio de vitaminas nem é preciso untos porque o proprio organismo fornece toda a "humidade" para que os cascos sejam saudáveis.
Tenho essa experiencia porque reuno aqui varios Cavalos que reagem de modo diferente ao facto de a água aqui ser praticamente água da chuva,porque ela cai 10 kilometros acima e vem por aí abaixo sem possibilidades de infiltração (tudo granito)no solo e portanto chega aqui sem calcio ou qualquer outro composto vitaminico...é praticamente água destilada a que os Cavalos aqui bebem.

Daqui resulta que por exemplo o Luso,precisa de vitaminas para ter os cascos bons,porque se não,começa a muralha a estalar e soltar-se exactamente por falta de "alimento"....o que tu chamas humidade.
Nos primeiros tempos,antes de perceber isto,punha uma mistura de oleos entre eles o Pata de Boi e Óleo de figado de bacalhau NA COROA que é onde tudo começa a formar-se e resultava em parte.

Um comlexo vitaminico de 6 em 6 meses resolveu o assunto.

No entanto os outros Cavalos estão bem.

O curioso é que o Luso segundo quem mo venseu,saíu da coudelaria de Alter do Chão na barriga da mãe e portanto é um Alter.....e agora o Xibinho que tambem é Alter estava com o mesmo problema e não o trazia quando chegou....Possivelmente o sangue Alter é mais sensivel à falta de calcio e minerais na água.

Quanto ao navicular,não estou de acordo porque essa doença é uma arterose num pequeno osso do tamanho de um berlinde e quase dessa forma,que se chama osso navicular.
Isto impede o Cavalo de pousar a pata no chão normalmente esentir-se mais cómodo pousando primeiro a pinça no chão...e vê-se no desgaste das ferraduras.
Como arterose que é ,com o aquecimento alivia mas é incurável e transmitido geneticamente o que para mim quer dizer que é algo mais que uma arterose.

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Re: Rachas na parede do casco

Mensagempor Armando em Sáb Dez 17, 2011 9:31 pm

Joao: o ferrador de hoje, nao importando idade ou experiencia, nao pode estar limitado a "saber" de cascos e a como bater o aco. Ate pelo contrario, estamos a aprender como cuidar de cascos sabendo mais sobre o cavalo inteiro do que especificamente de cascos. Se o cavalo for saudavel, os cascos mostram-se saudaveis. Tal como uma pessoa que e doente, e mostra atraves das unhas os efeitos de patologia. (e.g.: diabetes)

Estes sao algumas disciplinas que nos temos que conhecer:

Fundacoes dos Cuidados para com os Cascos
Fundacoes e Principios de Ferracao
Anatomia Equina Muscular e Esqueleto
Patologia dos Cascos
Comportamento dos Equinos
Sistema Digestivo e Orgaos Internos
Principios de Nutricao Equina
Principios de Denticao Equina
Principios e Practica de Veterenaria Equina
Biomecanica Equina
Efeitos do Ambiente na Saude de Equinos

E claro que eu nao estou a par de tudo como seria desejavel, nem tenho uma vida de experiencia... mas estou sempre a aprender.

E tal como ja disses-te aqui. Hoje temos a INTERNET, a qual e a maior (e mais rapida) sala de aulas do mundo.
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Re: Rachas na parede do casco

Mensagempor João de Deus em Sáb Dez 17, 2011 11:00 pm

Não tenhas duvidas...e quem quiser,pelo menos a teoria pode aprender.
Claro que muitas coisas só vão com a pratica.

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