reeducação pela equitaçao

reeducação pela equitaçao

Mensagempor mimipinto em Qui Mar 13, 2008 1:39 pm

A utilização da R.P.E.(reeducação pela equitaçao, vulgo hipoterapia) como intervenção psicomotora e mediador terapêutico, define-se pela sua originalidade de comunicar através de canais de comunicação não-verbais. Em cima do cavalo, o corpo é estimulado na sua globalidade. Graças ao corpo a corpo com o cavalo, o tocar, o sentido da realidade, e a presença do psicomotricista, permite a educação dos outros sentidos. Montar a cavalo, permite também graças a dinâmica motora e relacional, restaurar a imagem corporal por vezes desconhecida ou mal vivênciada.

Do ponto visto psicomotor a Reeducação pelo Equitação tem como objectivo, beneficiar aqueles que apresentam perturbações que dificultam a harmonia do gesto e que apresentam comportamentos inadaptados/inadequados. É ainda um método terapêutico psicossomático que beneficia das inúmeras potencialidades do cavalo e favorece:

* A harmonia tónica (através da normalização do tónus muscular)
* A diminuição do tempo de latência neurológica
* A coordenação e dissociação dos movimentos
* A iniciativa motora a descoberta do prazer
* Aceitação das regras e do reconhecimento do limites
* O domínio corporal e emocional
* A descoberta do esquema corporal,
* A adaptação ao ritmo,
* O sentido do equilíbrio,
* A lateralidade,
* A relação, partilhando um espaço com outras crianças, ou integrado num grupo equestre
* A independência

Agora digam-me voces o que acham da hipoterapia?? ja assisti a varias sessões, acompanhei de perto várias pessoas ao longo de meses e as melhoras vistas foram significativas tanto a nivel fisico como psicologico, penso que se deveria tornar uma modaldiade obrigatoria em todos os grandes centros hipicos.
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Mensagempor João de Deus em Qui Mar 13, 2008 2:35 pm

Ora cá está um tema em que posso falar como credenciado...OLOLOL...como se isso fizesse alguma diferença.

Fiz um curso de Monitor de Equitação Terapeutica,que na pratica resultou que saí como Ajudante de Monitor por uma decisão de secretaria.
Tinha os requesitos para sair como Monitor,pois tinha a sela 7,e como a senhora inglesa que manda mais naquilo não foi com a minha cara,(presumo),não permitiu que eu fosse Monitor.

Era um caso para um advogado,sem duvida,mas não quis dar importancia a uma coisa que eu nuca achei que tivesse.

Posto isto,e minha impressão sobre o que aprendi no dito curso,não enche 3 ou 4 paginas embora me tivessem dado muitas mais.

A intervenção de um tecnico de Cavalos na hipoterapia,resume-se à escolha do Cavalo e sua adaptação à função, e depois andar com ele à mão pelo picadeiro fora e ás voltinhas.

TUDO O RESTO, É DA RESPONSABILIDADE DOS TECNICOS DE SAÚDE.

Ou seja,depois do Cavalo escolhido e garantida a estabilidade animica dele com o tratamento no dia a dia,...é só andar com ele à mão.

A primeira parte exige conhecimentos que de modo nenhum ali foram sequer aflorados,mas para andar com ele à mão qualquer um o pode fazer.

Perdi uma quantidade de tempo e dinheiro a decorar o nome das doenças que não me interessam nada para desenvolver as minhas funções.....
Inclusivé no "exame final",andei a fazer de tecnico de saude porque realmente não havia conteudo para um exame de conduzir um Cavalo á mão,porque como disse os conhecimentos precisos já se tinham de ter antes.

Nunca ninguem conseguiu por em causa esses meus conhecimentos,pois talvez nem houvesse ninguem à altura embora credenciados.

Um copo cheio de nada....

Mas assim vai o comboio....

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Mensagempor mimipinto em Qui Mar 13, 2008 2:38 pm

Na minha opiniao nao é qualquer monitor que tem "queda" p hipoterapia, nao penso que seja so o escolher o cavalo e andar a "passea-lo" penso que tem de haver uma empatia com a criança/adulto da terapia e tem de haver tambem, da parte d monitor, uma dosagemd e paciencia bastante grande para trabalhar com pessoas dotadas destas doenças e para trabalhar em conjunto com um tecnico de saude que grande parte das vezes vejo agirem como se soubessem tudo em relaçao a ambas as partes, qd na verdade nas primeiras sessões mal conseguem perceber os receios do "doente" em terapia
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Mensagempor João de Deus em Qui Mar 13, 2008 3:04 pm

Mimi

Tambem já embarcaste nessa cantiga.

O Monitor vai á frente e virado para a frente com o Cavalo à mão.

Consegues ver nisto alguma intervenção do Monitor com o paciente?..só se for por telecomando.lolol..pois o espaço fisico deve ser de mais de metro e meio para trás das costas.

Cabe só e exclusivamente aos tecnicos de saude o acompanhamento psicologico e fisico dos pacientes.

É preciso chamar os bois pelos nomes...à Marialva.

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Mensagempor João de Deus em Qui Mar 13, 2008 3:08 pm

A "queda" de que falas, ou a falta dela,é porque os monitores se estão marimbando para fazerem papel de condutores de Cavalos no picadeiro e têm mais que fazer de util e de entusiasmante.

Não confundas as coisas.

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Mensagempor Patrícia Monteiro em Qui Mar 13, 2008 3:35 pm

Sem estar muito dentro do assunto, parece-me que quem conduz o cavalo não pode fazer duas coisas ao mesmo tempo.

Não pode conduzir o cavalo e ter atenção ao paciente ao mesmo tempo. Corria o risco de não fazer bem nenhuma das duas coisas.
Não estamos a falar de volteio em que o Monitor controla o cavalo e o aluno.
Estamos a falar de "andar a cavalo" com intuito terapêutico e em pessoas com handicaps. É suposto que alguém, que não seja quem controla o cavalo, seja responsável pelo acompanhamento do paciente e pela sua evolução.

Parece-me é que não poderá ser um profissional de saúde qualquer e terá de ter alguma formação relacionada com cavalos.
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Mensagempor mimipinto em Qui Mar 13, 2008 4:18 pm

"é porque os monitores se estão marimbando para fazerem papel de condutores de Cavalos no picadeiro e têm mais que fazer de util e de entusiasmante."

isto porque infelizmente vivemos numa sociedade que nao pensa nos outras e nas dificuldades dos outros como uma dificuldade que poderia ser a deles ou de alguem que lhes é proxima e nao imagina a dificuldade que estas pessoas tem de se integrar no mundo mesmo quando o grau de deficiencia é baixo.

quando falo em empatia entre o monitor e o cavaleiro, digo isto porque estamos a falar de um cavaleiro com deficiencias psiquicas e motoras, algumas delas bem graves, e ha uma interacção cavaleiro-monitor no pré e pós montada. é o monitor que da as ajudas ao cavaleiro ao preparar o cavalo, ao ajudar a subir no cavalo e se o monitor nao tem a minima "queda" ou interesse pelo que está a realizar mais vale que fique aquecer cadeira. O cavaleiro tem de aprender a confiar no cavalo, no tecnico de saude e no monitor tb pois é este que conduz o cavalo, numa primeira e longa fase da terapia.

OS tecnicos de saudes tem que ter todos umas formação hipoterapeutica, caso contrario nao podem acompanhar o doente, ou seja, a psicologa de doente sugere a hipoterapia ao seu doente se nao tiver formação minima terá de a fazer ou entao direccioná-lo para um outro psicologo com formaçao (o que seria desastroso poiis o doente teria de se adaptar a outro medico e aprender a confiar nele) ou entao sugerir um centro onde exista um psicologo com formaçao nessa area e assim trabalham os 2 em conjunto (o psicologo do doente e a psicologo com formaçao). os tecnicos de saudes que normalmente acompanham doentes em sessoes de hipoterapia sao psicologos, fisioterapeutas, terapeutas da fala (estes sao os principais tecnicos)[/quote]
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Mensagempor soniasurgy em Sex Mar 14, 2008 11:01 am

Eu trabalho em hipoterapia há já alguns anos.

Aliás o nosso Centro é um Centro de Hipoterapia e não um Centro Hípico. Recebemos cerca de 150 utentes por semana.

É uma pena que os cursos de que o João fala sejam dados nestes moldes. Eu fiz formação com a ANDE BRASIL (Associação Brasileira de Equoterapia). Com eles percebe-se bem que a função do técnico ligado aos cavalos (monitor, equitador, etc) na hipoterapia é muito mais do que levar o cavalo à mão. Na realidade o cavalo pode ser levado à mão por outra pessoa durante a sessão.

A escolha do cavalo para cada utente não é tão fácil como parece à primeira vista. Um cavalo pode resultar lindamente com um utente e não funcionar com outro. Daí a importância de ter conhecimento sobre as patologias do utente e os seus efeitos a nível físico e psicológico.
Por outro lado os cavalos tem de ser adaptados aos materiais utilizados no picadeiro (bolas, arcos, pinos, etc.) entre outras coisas.

Na prática o trabalho em hipoterapia é um trabalho de equipa. Não se pode dizer que o trabalho do terapêuta ocupacional, do terapêuta da fala ou do equitador é o mais importante, pois, na verdade é o seu funcionamento em conjunto que permite tirar partido desta terapia.
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Mensagempor João de Deus em Sex Mar 14, 2008 1:45 pm

Sonia

O meu curso tambem me acupou muito tempo e foram ditas coisas inportantes para conhecimento geral,mas ao que eu me refiro é que na pratica esses conhecimentos não são imprescidiveis nem por mim utilizados,pois o que conta para o monitor são esses pormenores a que te referiste e eu tambem ,da escolha do cavalo e mantê-lo "em forma" ou seja sempre a aceitar bem esse tipo de trabalho.

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Mensagempor soniasurgy em Sex Mar 14, 2008 5:26 pm

Penso que o principal problema é que estes cursos muitas vezes não estão bem direccionados para uma determinada função.

A ANDE BRASIL, por exemplo, tem as coisas estruturadas de forma diferente. Tem um "curso básico" destinado a toda a gente, desde educadores, profissionais de saude, pais, e equitadores entre outros.

Depois tem um curso avançado que é sobretudo para gente dos cavalos. E tem também um curso de "equitadores para equoterapia". Esse é exclusivamente para gente dos cavalos onde se presume já terem conhecimentos básicos.

Daqui se pode ver a importancia das pessoas ligadas ao cavalo na hipoterapia. Aliás nem podia ser de outra forma. O cavalo é o ponto central das sessões e tudo deve girar à volta dele. Tenho visto excelentes terapeutas, mas que depois não tem a minima noção de como funcionar em picadeiro.
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Mensagempor João de Deus em Seg Mar 17, 2008 1:45 am

Sonia

E a FEP reconhece esse curso?

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Mensagempor soniasurgy em Seg Mar 17, 2008 9:24 am

Não.

A FEP tem os seus próprios cursos.
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Mensagempor João de Deus em Seg Mar 17, 2008 6:50 pm

E achas isso uma razão?

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Mensagempor soniasurgy em Seg Mar 17, 2008 8:40 pm

Desculpa, não percebi!

Uma razão para quê?
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Mensagempor João de Deus em Seg Mar 17, 2008 8:48 pm

O facto da FEP ter os seus proprios cursos.

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