O Cavalo de Endurance

Re: O Cavalo de Endurance

Mensagempor Suzyblue em Ter Nov 17, 2009 11:04 pm

Zé Pedro,

Agradecida pelas dicas!continuo a ler sobre o assunto e a acompanhar este tópico :e_biggrin: entretanto continuo a treinar os cavalos para a nossa aventura em Junho, la via de la plata!! :wink: :lol:
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Re: O Cavalo de Endurance

Mensagempor Isabel C Gomes em Qua Nov 18, 2009 11:29 am

:shock:
La via de qué?
:blink:
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Re: O Cavalo de Endurance

Mensagempor Ana Paula em Seg Fev 22, 2010 3:20 pm

Técnica de equitação própria ao enduro
por Guilherme F. Santos e Pierre Cazes

"Conduzir o cavalo a trabalhar dentro de uma atitude justa, evitando consumir a sua energia, significa preservar seu aparelho locomotor. Um cavalo que participa de provas de alto nível necessita de uma grande carga de trabalho. Para suportá-la é preciso trabalhar correctamente.


Bases do Adestramento do Cavalo de Enduro
1 - Disponibilidade do cavalo
Seja qual for a disciplina, é através de ajudas que se obtém o controle do movimento do cavalo, desde a mais simples (cavalgada) até a mais sofisticada (alta escola). Estas ajudas são traduzidas através das pernas, das mãos e da bacia. Em todos os casos, são acções simples ou, então, combinação de acções que fazem com que o cavalo produza o gesto que pedimos.
Para isso, é preciso que o cavalo esteja disponível, ou seja, que a todo momento ele aceite e ceda ao pedido das ajudas. Esta noção de disponibilidade é fundamental. O adestramento adaptado a uma prática consiste em:


- Ensinar ao cavalo os exercícios, as figuras e as transições próprias a esta prática;
- Ensinar ao cavaleiro que ele deve estar seguro desta disponibilidade a todo o momento.

Em adestramento puro, por exemplo, a disponibilidade é consequência do fechamento dos ângulos da nuca e da bacia.
O deslocamento tem uma amplitude vertical. O gesto é redondo, a tonicidade física e mental é máxima. No Enduro, existem longos períodos onde a cadência, o equilíbrio e o andamento obtidos e as ajudas não interferem em nada. Elas são passivas e vigiadas. Os ângulos do cavalo são abertos para se ter um deslocamento horizontal, económico e relaxado.

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O contacto com a boca é feito somente pelo uso das rédeas. As pernas não interferem. Ao galope, o assento deve acompanhar o deslocamento do cavalo com maior contacto e suavidade possível. Poderíamos dizer que o cavalo está em liberdade vigiada.

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grafico2.jpg (4.09 KiB) Exibido 6974 vezes

A disponibilidade do cavalo será procurada nas fases de transição dos andamentos de mudança de direcção ou de equilíbrio. Neste momento, os ângulos deverão se fechar suficientemente para que o cavalo volte a estar disponível instantaneamente às indicações.


Abrir os ângulos significa desdobrar a nuca e a bacia na sua posição de flexão mínima, poderíamos dizer quase naturais. Os músculos antagonistas, flexores e extensores, estão em oposição no esforço mínimo. Em consequência, a elasticidade permitida é mínima, o que minimiza as acções verticais e laterais, portanto o deslocamento tende a ser horizontal e ele segue uma trajectória retilínea.
O relaxamento é a chave do Enduro. Ele implica na utilização mínima do jogo articular. O relaxamento físico induz o relaxamento mental e o relaxamento neuro-vegetativo, logo fisiológico. Cavalos bem preparados dão a impressão de estarem noutro mundo, mesmo durante o movimento.


2 – Especificação técnica da equitação de Enduro
Ela se define como a capacidade em alternar de forma fluida e harmónica:

- Fases de deslocamento horizontal como aos ângulos abertos, as ajudas estando em vigia passiva e a locomoção tornando-se praticamente mecânica;
- Com as fases de disponibilidade instantânea para assegurar as mudanças de mão, de andamento, de direcção ou de equilíbrio com as ajudas activas (actuantes);
- Recolocar as ajudas em vigia passiva após ter obtido a cadência, o gesto e o relaxamento desejado, é técnica;
- Recolocar as ajudas em acção para assegurar as transições, é técnica;

- E, sobretudo, passar de uma técnica a outra sem ruptura de trem e de forma fluida também é técnica.

3 – Preconização
Para os debutantes, é preciso começar por um trabalho clássico com paradas e mudanças de direcção, procurando obter sobre uma linha recta o gesto, a cadência e as transições desejadas com um cavalo em equilíbrio horizontal com os ângulos abertos.

As dificuldades serão efectuar este trabalho servindo-se, sobretudo, do assento e de um equilíbrio sobre os pés com as pernas bem descidas. O cavaleiro deverá adquirir uma mão capaz de diminuir e aumentar o comprimento das rédeas em permanência, o que significa alternar acção das ajudas em activa ou passiva sem abandonar o animal.


4 – Exemplos de trabalho e de lições
- Trotar com as ajudas em vigia passiva, os ângulos do cavalo abertos, dentro de uma cadência determinada;
- Executar o mesmo exercício a galope;
- Efectuar as transições trote/galope à direita e à esquerda no mesmo trem, com os ângulos abertos;
- Efectuar as mudanças de mão a galope em linha recta no mesmo trem e com os ângulos abertos.

Importante: Evitar o trabalho em círculos, ele desgasta prematuramente boletos e jarretes.

5 – Objetivos do treinamento
- Aquisição do gesto – adestramento;
- Trabalho de endurance metabólica;
- Trabalho de endurance e resistência.

Estes três objetivos não estão separados na prática. Trabalhando o gesto, trabalha-se também a endurance metabólica, mas devemos considerar que há uma cronologia. Na teoria, devemos inicialmente adquirir o gesto para poder trabalhar a endurance metabólica e uma vez adquiridos os dois, poderemos trabalhar a endurance resistência.


6 – Regras fundamentais
- O trabalho de adestramento não deve passar de 20 m e o círculo deve ser usado o mínimo necessário. ;
- As sessões de treinamento devem ter no mínimo 1h30min;
- O esforço deve ser contínuo e regular;
- Jamais abandonar o trem no trabalho (períodos de aceleração). É uma contradição com a educação e mecanização do gesto;
- Durante o treinamento, devemos procurar a qualidade da equitação e do deslocamento do cavalo. É muito importante a escolha do piso.

Finalmente, para se ter certeza da aquisição do gesto e do adestramento colocamos as rédeas no pescoço do cavalo em movimento, e não há mudança de velocidade e nem de equilíbrio com o animal em perfeito estado de relaxamento, tanto ao trote como ao galope.


7 – Conclusão
A educação e a mecanização do gesto supõem um trabalho dentro de uma cadência regular. Não se deve jamais sair do trem. Somente os cavalos que adquiriram solidamente o gesto poderão se permitir momentos de aceleração.Não se deve esquecer que a base, o problema, vem sempre do cavaleiro. Todas as contracções do cavaleiro produzem de uma forma ou de outra, contracções no cavalo também.Embocaduras agressivas excitam o cavalo e, portanto, contrariam a busca ao relaxamento. Se possível, o cavaleiro deve durante o trabalho em locais de desnível acentuado fazer com que o cavalo se equilibre sem apoio das rédeas."

:salut:
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Re: O Cavalo de Endurance

Mensagempor Ana Paula em Seg Fev 22, 2010 4:30 pm

Não querendo "desviar" o rumo deste fórum...numa modalidade como esta, não basta treinar os cavalos...certo?!A preparação física do cavaleiro é igualmente importante.

Suzy...aqui ficam algumas dicas:

Pelas características do Enduro Equestre, as qualidades físicas a serem desenvolvidas são: flexibilidade, resistência muscular localizada (capacidade muscular de repetir muitas vezes um movimento sem perda de qualidade), velocidade de reacção, resistência aeróbica e equilíbrio (habilidade motora).

Como desenvolver estas qualidades físicas:
- A resistência aeróbica podemos desenvolver com vários métodos, o mais simples é denominado esforço contínuo (corrida, ciclismo, cavalgada, etc. numa velocidade regular);
- O equilíbrio deverá ser específico e desenvolvido, principalmente montando os cavalos;
- A flexibilidade podemos trabalhar com o método passivo (alongamentos);
- A resistência muscular localizada podemos desenvolver com musculação ou exercícios de ginástica localizada em conjunto com longos treinos montando os cavalos;

Não esquecendo o princípio da individualidade biológica e psicológica (fenómeno que explica a variabilidade entre os elementos da mesma espécie), ou seja, cada um de nós reage e adapta-se de forma diferente a um ou sequência de exercícios de treino semelhantes, é possível fornecer algumas dicas úteis...não substítuindo o acompanhamento de um profissional de Educação Física:

- As qualidades físicas devem ser trabalhadas 3 a 5 vezes por semana. Como a maior frequência aumenta o risco de lesão e de "sobretreino", para este desporto... 3 vezes será o mais indicado;
- Para termos desenvolvimento temos que apresentar um estímulo razoável ao organismo (princípio da adaptação). Se as cargas de trabalho forem muito pequenas não oferecem estímulo. Se as cargas forem muito fortes geram "sobretreino". O ideal é iniciar com uma carga pequena, por segurança, para depois irmos aumentando o esforço. Perde-se algum tempo de treino mas evitamos lesões;
- Normalmente o tempo de adaptação do organismo ao treino é de 3 a 4 semanas. Após este tempo devemos aumentar a carga de trabalho (princípio da sobrecarga) senão o nosso desenvolvimento fica estagnado. A sobrecarga pode ser feita aumentando-se a distância, a velocidade, a duração, a frequência semanal, o peso, o número de repetições, etc.;
- O trabalho muscular deve ser feito com cargas pequenas e com um grande número de repetições. Deve-se trabalhar bastante a musculatura do abdómen e das costas, muito exigidos na equitação, além dos das pernas, coxas e ancas;
- O estímulo (trabalho) é tão importante quanto o repouso. Se não for possível treinar um dia, não se deve duplicar a carga de trabalho no próximo treino (risco de lesão);
- O treino deve ser contínuo (principio da continuidade).

No Desporto todos querem ganhar...se é esse o principal objectivo...a preparação física pode definir a vitória.
Se as vitórias não aparecerem... pelos menos a qualidade de vida e a saúde já saíram VENCEDORAS! :cheers:

:salut:
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Re: O Cavalo de Endurance

Mensagempor Isabel C Gomes em Seg Fev 22, 2010 6:00 pm

Muito importante o que escreveste agora , Paula.
:good:
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Re: O Cavalo de Endurance

Mensagempor Jorge Magalhães em Seg Fev 22, 2010 7:37 pm

UUUFFAA!!!! Estou estoirado só de ler =))
Ana Paula agora é que vou ficar em forma :yahoo:
Prima Suzy, espero quando vieres a Montejunto já tragas cinturinha de vespa :wink: :e_biggrin: :e_biggrin: :e_biggrin:
Saudações

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Re: O Cavalo de Endurance

Mensagempor João de Deus em Seg Fev 22, 2010 9:05 pm

Paula

Pronto...já encontraste o "teu reino"...

Esse equilibrio,Carga/treino, é essencial como dizes.

Volto a resumir e a falar nisso porque é a "equação".


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Re: O Cavalo de Endurance

Mensagempor Fenix em Seg Abr 25, 2011 7:03 pm

Ora boa tarde a todos...
Eu vi todo o topico e não fiquei mt esclarecido quanto à forma de elaburar um plono de treino pr aumentar a resistência e capacidade físicas de um cavalo.
Pois tenho cá em casa uma princesa que está mt em baixo a nivel físico, e gostava de elaborar um plano de treino pr lhe recuperar a forma física.
Se ouver alguem com experiencia que possa ajudar a elaborar um plano agardecia.
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Re: O Cavalo de Endurance

Mensagempor João de Deus em Seg Abr 25, 2011 9:12 pm

Pedro

Que tipo de treino queres e para que fim?

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Re: O Cavalo de Endurance

Mensagempor Fenix em Seg Abr 25, 2011 9:30 pm

Ola João
Mais uma vez aqui estou eu a incomodar...
Então é assim a égua engordou um pouco,(já esta de dieta), e para além disso perdeu toda a forma fisica, fica rapidamente cansada, eu comecei a notar isso pois depois de algum tempo não mt ele começa a tropeçar e tudo. O que eu pretendo é aumentar a forma fisica da egua, sem nenhum obsjectivo comptitivo.
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Re: O Cavalo de Endurance

Mensagempor Fenix em Qua Abr 27, 2011 9:50 pm

Caro João,
Gostava que me podesse ajudar a elaborar um plano de treino para repor os indices fisicos de uma das minhas eguas, tanto a nivel de tempo de trabalho como a nivel de tipo de trabalho.
Desde já agardeço
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Re: O Cavalo de Endurance

Mensagempor João de Deus em Qua Abr 27, 2011 10:20 pm

Se é só para a manter em form,basta que a passes à guia todos os dias e a montes em dias alternados.
Se tiveres campo para andar,com subidas e descidas A PASSO,melhor.

Dias que só passes à guia bastam 25 a 30 minutos com um obstaculo de 50 centimetros na volta mas não em todas as voltas mas sim nas ultimas depois de ela estar quente.
Sem o obstaculo deves encurtar a guia por algumas voltas em todos os andamentos e para os dois lados.
Quando a montas,faz exercicios nos 3 andamentos com circunferencias de até 15 metros mas começa por mais.

Em principio isto chega.

O tropeçar pode ser por varias razões.
Por estar a comer verde viçoso.
Por precisar de ser desparasitada.
Por falta de treino.

Não tenhas receio que nunca ma chateias....LOL

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Re: O Cavalo de Endurance

Mensagempor Fenix em Qua Abr 27, 2011 10:44 pm

Boa noite João,
Pois das hipoteses que colocou 2 delas podem ser reais, a desparasitação não pois esta desparasitada e vacinada, verde viçoso, sim ela está ao pasto com um padoc de 2Hectares, e falta de treino sem duvida, pois ela tem ficado mt no pasto por eu estra a dar mais atenção à egua que levo pr a competição, e como disse anteriormente ela está mt gorda. Mas vou segui o seu plano durante este proximo mes, eu trabalho de picadeiro é-me imposivel pois não tenho terei mesmo de trabalhar no campo, isso aqui não me falta. Mediante isto não sei se tem masi algum conselho.
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Re: O Cavalo de Endurance

Mensagempor João de Deus em Qua Abr 27, 2011 10:50 pm

As provas de endurance já são outros quinhentos...LOL

Tal como nas pessoas,o cansaço manifesta-se primeiro ao levantar as pernas....e pouca gente dá por isso...LOL...associam sempre o cansaço aos musculos que impulcionam o corpo para a frente o que é errado.

Por isso o treino de as levantar ao passar por cima de pequenos obstraculos de 30 centimetros e a passo,faz esse treino.

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Re: O Cavalo de Endurance

Mensagempor Fenix em Qua Abr 27, 2011 10:53 pm

João essa sua ultima mensagem não entendi muito bem...
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